O WordPress não abre: primeiro descobre o que é que não abre.
"Não abre" são cinco problemas diferentes com o mesmo sintoma. O site público, o wp-admin, o domínio, o certificado e a base de dados falham cada um à sua maneira — e o caminho é separá-los antes de mexer em nada.
A frase "o WordPress não abre" chega quase sempre por mensagem de um cliente, e não diz nada de útil sozinha. Pode ser o site inteiro em baixo, pode ser só o painel, pode ser o domínio a não resolver, pode ser um aviso de certificado que a pessoa fechou sem ler, pode ser a base de dados a recusar ligação.
A diferença importa porque os cinco casos se resolvem em sítios que não se parecem nada uns com os outros — e porque quatro deles não são o WordPress. O WordPress é software que corre num servidor; se o domínio não resolve, o WordPress nem chegou a ser chamado.
A ordem certa é sempre a mesma: primeiro descobre-se se o problema é para todos ou só para quem se queixou, depois em que camada está, e só no fim é que se toca no site. É a diferença entre dez minutos e uma tarde.
// causas prováveis
Por onde é que isto costuma vir.
Por ordem de frequência e não por ordem de gravidade. A primeira da lista explica mais casos do que as outras todas juntas.
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Ecrã branco — erro fatal de PHP
Sem mensagem nenhuma, sem código. É o clássico erro 500 com os erros escondidos, e a causa é quase sempre um plugin ou o tema. Tem página própria, com o método de eliminação.
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"Erro ao estabelecer uma ligação à base de dados"
O MySQL não aceitou a ligação: credenciais erradas no `wp-config.php`, o servidor de base de dados em baixo, ou limite de ligações atingido. Nada disto se resolve mexendo em plugins.
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O wp-admin não abre e o site sim
Costuma ser memória, um plugin só de administração, ou um redireccionamento preso por causa dos endereços em `Definições > Geral`. O site público não dá por nada.
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Aviso de certificado a tapar o site
O certificado expirou ou não cobre o domínio, e o browser mostra um ecrã vermelho antes de chegar ao site. O WordPress está óptimo — ninguém consegue lá chegar.
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O domínio não resolve
Os DNS foram mudados, o domínio expirou, ou a propagação ainda não terminou. O erro é do browser e não do servidor, e a mensagem é diferente — fala em não encontrar o endereço, não em erro do site.
// diagnóstico
Passo a passo, do que custa menos ao que custa mais.
Cada passo elimina hipóteses. Saltar um passo poupa dois minutos e costuma custar uma hora — a ordem é a parte que interessa.
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Verifica o site de fora
Antes de qualquer coisa, uma verificação a partir de um servidor que não seja a tua rede. O código de estado que vier de volta separa metade dos casos: um 200 significa que o site está a servir e o problema é de quem se queixou; um 500 é PHP; um erro de ligação é DNS ou o servidor mesmo em baixo.
- 02
Lê a mensagem exacta, palavra por palavra
"Não foi possível encontrar o endereço" é DNS. "A ligação não é privada" é certificado. "Erro ao estabelecer uma ligação à base de dados" é MySQL. Ecrã em branco é PHP. Pede sempre uma captura de ecrã ao cliente — a descrição dele nunca chega para distinguir estes quatro.
- 03
Testa o site e o painel separadamente
Abre a página inicial e o `/wp-admin/` em separadores diferentes. Um a funcionar e o outro não reduz o problema a metade das hipóteses, e é um teste de cinco segundos.
- 04
Confirma o certificado e o domínio
Se a mensagem falar em segurança ou em privacidade, o verificador de certificado SSL diz-te em segundos se expirou, se a cadeia está partida ou se o nome não confere. É a causa mais evitável de todas e a mais frequente em sites que ninguém toca há meses.
- 05
Se for PHP, desliga os plugins por FTP
Renomeia `wp-content/plugins` para `plugins-off`. Se o site voltar, é um plugin, e volta-se a activá-los um a um. Não precisas do painel para nada disto — o que é bom, porque quando isto acontece o painel também não abre.
- 06
Se for a base de dados, confirma as credenciais e o serviço
As quatro linhas do `wp-config.php` — nome, utilizador, palavra-passe e servidor. Se estiverem certas e continuar a falhar, o MySQL está em baixo ou sem ligações livres, e isso é uma pergunta para o alojamento.
O primeiro passo é sempre o mesmo — ver de fora o que o servidor responde de facto. Faz isso aqui, a partir de um servidor em Portugal. Sem conta, sem custo, e não guardamos o que verificares.
// que não volte
Como evitar que volte a acontecer sem dares por isso.
Resolver o incidente é metade do trabalho. A outra metade é a parte que ninguém factura e é a que decide se há um terceiro.
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Guarda acesso a FTP antes de precisares dele
O dia em que o WordPress não abre é o pior dia para descobrir que só tens a palavra-passe do wp-admin. Um acesso a ficheiros por cliente, guardado onde o encontras, poupa horas.
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Vigia o certificado com trinta dias de antecedência
Um certificado expirado deita um site abaixo de forma tão completa como um servidor em baixo, e é a única falha desta lista que tem data marcada. Não devia apanhar ninguém de surpresa.
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Actualiza à mão e com backup
A maior parte dos "não abre" acontecem nas horas a seguir a uma actualização. Fazê-las quando estás a olhar transforma um incidente numa reversão de dois minutos.
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Sabe antes do cliente
Um site de cliente em baixo passa despercebido até alguém tentar entrar. Sem uma verificação de fora a correr sozinha, o primeiro aviso é sempre uma mensagem que começa com "o site não abre".
// limites
Onde é que esta página encalha.
Uma página de diagnóstico que não diz onde acaba manda-te dar voltas até desistires. Estes são os casos em que não chega.
- Se o site abre para ti e não para o cliente, isto não chega. Nessa altura o problema é da rede dele, do DNS dele ou do browser dele — e o diagnóstico é outro.
- Não tratamos de sites hackeados. Um WordPress comprometido pode apresentar qualquer um destes sintomas, e a limpeza é um trabalho diferente que começa por não confiar em nenhum ficheiro.
- Sem acesso ao servidor, os passos 5 e 6 ficam fechados. É a razão pela qual vale a pena ter esse acesso antes de haver problema.
- Um WordPress multisite tem falhas próprias que esta página não cobre — mapeamento de domínios e tabelas por site trazem casos que não existem numa instalação normal.
// perguntas
O que nos perguntam a seguir.
O site abre no meu computador mas o cliente diz que não. Quem tem razão?
Os dois, provavelmente. A verificação a partir de um servidor externo desempata: se ela disser que o site responde, o problema está entre o cliente e o servidor — DNS em cache, a rede dele, o browser dele. Se disser que não responde, é o site.
Mudei de alojamento e agora o site não abre. Porquê?
Quase sempre DNS. Durante a propagação, uns vêem o servidor novo e outros o antigo, e a mesma pessoa pode ver os dois em minutos diferentes. Dura até 48 horas, embora normalmente seja muito menos, e nada do que fizeres no WordPress acelera isso.
Como é que entro no wp-admin se perdi a palavra-passe e o email não chega?
Pela base de dados, mudando o campo `user_pass` na tabela `wp_users` com a função MD5 do phpMyAdmin — o WordPress aceita e volta a cifrar no primeiro login. Se não tens acesso à base de dados, o caminho é o alojamento.
// erros vizinhos
Se afinal não era este.
Metade do diagnóstico é perceber que se estava a olhar para o erro errado. Estes três são os que mais se confundem com este.
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Erro 500 no WordPress
O PHP rebentou a meio. Quase sempre um plugin, um tema ou memória a menos — e descobre-se pela ordem certa.
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O site não carrega
Em baixo para todos ou só para um? A bifurcação que decide o resto do diagnóstico.
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O DNS não resolve
A tradução do nome para o endereço falhou. Propagação, configuração errada ou domínio expirado.
E se acontecer às três da manhã?
Quase todas as histórias de "o WordPress não abre" começam com uma mensagem de outra pessoa. Essa é a parte que dá para mudar — não a avaria, que vai acontecer na mesma, mas a ordem por que se descobre. A De Olho vai fazer um pedido HTTP ao site a cada minuto e avisar-te quando o código de estado mudar, para o telefonema deixar de ser a forma como ficas a saber.
A De Olho abre em 2026 e ainda não dá para usar. Quem estiver na lista de espera fica a saber primeiro e mantém o preço de lançamento enquanto a subscrição durar.