manutenção de sites preço

Manutenção de sites: o preço só quer dizer alguma coisa ao lado do que inclui.

Duas propostas com o dobro da diferença podem ser as duas justas. O que muda quase nunca é a margem — é o que cada uma assume, o tempo de resposta que garante e quem paga quando o site cai a um domingo.

// de onde vêm estes números Não vamos publicar uma tabela de preços de mercado. Não fizemos inquérito nenhum, e uma tabela sem inquérito é uma tabela inventada com aspecto de facto — que é exactamente o tipo de coisa que este site não faz. O que esta página dá é o que cada faixa costuma incluir, para saberes o que estás a comparar.

Esta página é para quem está a receber propostas e quer perceber o que está a ler. O preço de manutenção de um site varia muito mais do que parece razoável, e a razão quase nunca é o lucro de quem propõe — é que a palavra "manutenção" cobre coisas completamente diferentes conforme quem a escreve.

Há propostas em que manutenção significa actualizar plugins uma vez por mês. Há outras em que significa alguém responder em duas horas num sábado, com um site de emergência pronto e um histórico de disponibilidade a provar o que aconteceu. As duas são legítimas, e a diferença de preço entre elas é enorme e justificada.

Por isso a comparação útil não é por número. É por lista: o que está incluído, o que fica de fora, em quanto tempo respondem, e o que acontece quando o site está em baixo fora de horas. Duas propostas com essas quatro respostas escritas comparam-se em cinco minutos.

// antes de comparar

Cinco perguntas a fazer a cada proposta.

Faz as mesmas cinco a toda a gente e escreve as respostas ao lado. A diferença de preço explica-se quase sempre em duas delas.

  1. 01

    Em quanto tempo respondem, e em que horário?

    Não é a mesma coisa "respondemos em 24 horas úteis" e "respondemos em duas horas, sete dias por semana". É provavelmente a diferença de preço maior de todas, e é a que menos aparece escrita.

  2. 02

    Quem dá pela falha, e como?

    Se a resposta for "avise-nos quando o site estiver em baixo", estás a comprar reparação e não manutenção. Alguém tem de estar a verificar — e vale a pena perguntar de quanto em quanto tempo e o que acontece às três da manhã.

  3. 03

    O que é que não está incluído?

    É a pergunta que separa uma proposta honesta de uma proposta bonita. Uma boa lista de exclusões é sinal de que a pessoa já fez isto antes e sabe onde é que as avenças costumam descarrilar.

  4. 04

    Como são os backups, e já foram restaurados?

    Toda a gente diz que faz backups. A pergunta que importa é a segunda: quando foi a última vez que restauraram um? Um backup que nunca foi testado é uma suposição com nome de garantia.

  5. 05

    O que recebo por escrito, e com que frequência?

    Um relatório mensal curto — o que foi feito, o que houve, quanto tempo esteve de pé. Sem isso, ao terceiro mês a avença parece uma subscrição sem contrapartida, e a conversa que vem a seguir é sempre a mesma.

// o que está a ser vendido

Quatro coisas diferentes com o mesmo nome.

Do mais barato ao mais caro, e a diferença entre eles não é qualidade — é âmbito. Saber qual precisas evita pagar por um e receber outro.

  • Actualizações e pouco mais

    Alguém actualiza o WordPress e os plugins periodicamente e faz backup. Sem vigilância, sem tempo de resposta garantido, sem relatório. É legítimo, é barato, e o que compras é redução de risco e não disponibilidade.

  • Manutenção com vigilância

    O anterior, mais alguém a saber que o site caiu antes de tu saberes. É o degrau que muda a experiência do cliente por completo, porque a falha deixa de ser descoberta por ele.

  • Manutenção com tempo de resposta

    Compromisso escrito de responder dentro de um prazo, incluindo fora de horas. É o degrau caro, e com razão: alguém tem de estar contactável ao sábado, e isso paga-se mesmo nos sábados em que nada acontece.

  • Avença com bolsa de horas

    Manutenção mais um número de horas por mês para alterações. É o formato que mais agrada aos dois lados e o que mais descarrila, porque as horas não usadas geram sempre a mesma discussão. Se for este o formato, o que acontece às horas que sobram tem de estar escrito.

// o argumento

Porque é que a vigilância é o que separa duas propostas parecidas.

Duas propostas podem ter a mesma lista de actualizações e a mesma periodicidade de backups, e uma delas custar bastante mais. Quase sempre a diferença está aqui: uma delas assume que alguém está a olhar, e a outra assume que tu avisas.

A diferença sente-se uma vez por ano, e nessa vez é a diferença toda. Um site em baixo descoberto por vigilância dura minutos. Descoberto por um cliente a tentar entrar dura o tempo que demorar até alguém pegar no telefone — e num fim-de-semana isso são dois dias.

É por isso que "quem dá pela falha, e como" é a pergunta que mais explica preço numa proposta de manutenção. Se a resposta for vaga, o mais provável é que ninguém esteja a olhar.

// o que entra

O que a avença deve incluir.

  • Actualizações, com janela e com quem as faz identificado.
  • Backups com periodicidade escrita e um teste de restauro por ano.
  • Vigilância de disponibilidade e do certificado.
  • Tempo de resposta declarado, com horário.
  • Relatório periódico, mesmo que curto.

// o que fica de fora

E o que não deve entrar, por escrito.

A lista das exclusões protege os dois lados. É a secção que quase toda a gente omite por parecer negativa, e é a que evita mais discussões.

  • Alterações de design e funcionalidades novas — é projecto, orça-se à parte.
  • Conteúdo: textos, imagens, publicações.
  • Campanhas, SEO e publicidade. É outro serviço com outra lógica.
  • Limpeza de um site comprometido. Imprevisível em duração, não cabe num valor fixo.
  • Custos de terceiros: alojamento, domínio, licenças de plugins premium.

// perguntas

O que nos perguntam sobre isto.

Vale a pena pagar manutenção num site que quase não muda?

Depende do que acontece se ele estiver em baixo uma semana sem ninguém dar por isso. Num site que não muda, o trabalho de alterações é quase nulo — mas o certificado expira na mesma, os plugins ficam desactualizados na mesma e o alojamento avaria na mesma. O que estás a comprar não é actividade, é alguém a olhar.

Posso fazer a manutenção eu próprio?

Podes, e para muitos sites é uma decisão perfeitamente razoável. O que costuma correr mal não é a parte técnica — é a regularidade. Actualizações feitas quando alguém se lembra, backups que nunca foram testados e um certificado que expira num mês em que houve outras prioridades.

Porque é que uma proposta custa o dobro da outra?

Na maior parte dos casos, por causa de duas linhas: o tempo de resposta garantido e a existência de vigilância. Ambas custam dinheiro em meses em que nada acontece, e é isso que está a ser vendido. Pôr as duas propostas lado a lado com as cinco perguntas desta página respondidas costuma tornar a diferença óbvia.

A parte da avença que ninguém vê acontecer.

A parte de uma avença que mais custa a explicar é a que não produz nada visível — e é a que evita a chamada de domingo. A De Olho vai verificar cada site a cada minuto a partir de um servidor em Portugal, avisar quem gere antes de o cliente reparar, e guardar o histórico para o relatório mensal deixar de ser uma lista de tarefas e passar a ser uma prova. Abre em 2026.

Ainda não dá para usar e ainda não temos preços — e não os vamos inventar. Quem estiver na lista de espera sabe primeiro e mantém o preço de lançamento enquanto a subscrição durar.