// o negócio da avença
Manutenção de sites: o que é, o que custa e o que se escreve.
A manutenção de sites é o serviço mais mal explicado deste ofício — o mesmo nome cobre desde actualizar plugins uma vez por mês até responder num sábado às duas da tarde. Estas páginas separam as duas coisas, do lado de quem cobra e do lado de quem paga.
Não há aqui uma tabela de preços de mercado, e é de propósito: não fizemos inquérito nenhum e uma tabela sem inquérito é um número inventado com aspecto de facto. O que há é o método para construíres o teu preço a partir dos teus custos, o que cada faixa costuma incluir, e o que precisa mesmo de estar escrito num contrato.
Se estás do outro lado — a receber propostas e a tentar perceber porque é que uma custa o dobro da outra — a página do preço começa por aí.
// as quatro
Cada assunto na sua página.
-
Quanto cobrar
O método de construir a avença a partir do custo real, do risco assumido e do tempo que não facturas.
-
Manutenção de sites: preço
O que está a ser vendido em cada faixa, o que costuma ficar de fora e como comparar duas propostas.
-
Contrato de manutenção
As secções que um contrato de avença precisa mesmo, com as cláusulas que evitam as discussões habituais.
-
Manutenção de WordPress
A rotina que mantém um WordPress de pé: actualizações, backups testados, limpeza e vigilância.
// o que é mesmo
Quatro coisas, e só duas é que se vêem.
A manutenção de sites que vale a avença não é a lista de actualizações — é o que acontece nos dias em que não há actualizações nenhumas.
-
Manter o software actualizado
Core, plugins e tema, com backup antes e verificação depois. É a parte visível do trabalho e a que toda a gente inclui — e a que sozinha não chega para justificar uma avença.
-
Ter cópias que já foram restauradas
Um backup automático é uma intenção até alguém o restaurar uma vez. A diferença entre os dois só se descobre no pior dia possível.
-
Saber que o site está de pé
Entre duas intervenções mensais há vinte e nove dias em que ninguém está a olhar. É aí que expira o certificado, que o alojamento avaria e que uma actualização automática deita o site abaixo às três da manhã.
-
Conseguir mostrar o que aconteceu
Um relatório curto com o que foi feito e quanto tempo o site esteve de pé. É o que evita a conversa do quinto mês, quando o cliente pergunta o que anda a pagar.
// erros caros
Quatro enganos que se pagam durante anos.
-
Facturar só o trabalho previsível
A avença tem três parcelas: o trabalho de rotina, a disponibilidade e o risco. Quem só factura a primeira descobre o problema no mês em que dois clientes têm incidentes ao mesmo tempo.
-
Oferecer manutenção com o projecto
Cria a expectativa de que aquilo não custa nada, e a partir daí é quase impossível cobrar. Se queres oferecer, oferece com o preço escrito na factura a zero.
-
Não escrever as exclusões
A lista do que não está incluído evita mais discussões do que a lista do que está. É a secção que quase toda a gente omite por parecer negativa.
-
Prometer disponibilidade sem a medir
Uma percentagem no contrato sem registo independente por trás é uma obrigação que não consegues provar ter cumprido. Assume o risco todo e não te dá nada em troca.
// a seguir
O que fazer quando um deles cai.
Uma avença bem montada não impede incidentes — reduz a frequência e encurta a duração. Quando um acontecer, o diagnóstico por erro tem uma página por mensagem: 500, 502, 503, 504, DNS, site lento. E se o aviso falar em segurança, é quase sempre o certificado — a falha mais evitável de todas, e a que tem data marcada.
Para o vocabulário que precisas de repetir a um cliente sem soar a manual, o glossário tem as definições escritas para serem ditas em voz alta, e a página das agências descreve o que a De Olho vai fazer para quem gere carteiras.
A disponibilidade é o que justifica a avença.
É a única parte do serviço que o cliente sente todos os dias sem ver, e é a mais difícil de facturar sem prova. A De Olho vai vigiar os sites que geres a cada minuto, guardar cada incidente com hora de início e de fim, e gerar o relatório que se anexa à factura. Abre em 2026 — o histórico não vai expirar, porque é o registo antigo que serve quando um cliente pergunta por Março.