// downtime
Downtime: o tempo em que o site não estava lá.
É a palavra mais usada deste assunto e a que menos gente sabe medir. O número que aparece num relatório depende inteiramente de decisões que ninguém escreve — a começar por de quanto em quanto tempo alguém foi ver.
// downtime Downtime é o período em que um site ou serviço não respondeu como devia, medido do primeiro pedido falhado ao primeiro pedido bem sucedido a seguir.
A definição é simples e a medição não é. Ninguém observa um site continuamente: observa-se por amostragem, a intervalos. Isso quer dizer que o downtime medido nunca é o downtime real — é o downtime que a amostragem conseguiu ver, e a diferença entre os dois é exactamente o intervalo entre verificações.
Uma ferramenta que verifica de cinco em cinco minutos não consegue distinguir uma falha de dez segundos de uma de quatro minutos e meio. Se a falha começar logo a seguir a uma verificação bem sucedida, ela só passa a existir na verificação seguinte — e a partir daí conta como se tivesse começado nesse momento. É por isso que o intervalo não é um detalhe técnico: é a definição prática do que o número quer dizer.
Há uma segunda decisão que quase nunca é escrita: o que conta como downtime. Um erro 500 conta, claramente. Um site que responde mas demora oito segundos, provavelmente também devia contar, e quase nunca conta. Uma manutenção combinada não devia contar, e conta se ninguém a marcar. Duas ferramentas honestas podem dar números diferentes para o mesmo mês só por causa disto.
A consequência para quem gere sites de clientes é directa: um número de downtime só significa alguma coisa acompanhado do intervalo de verificação e da regra do que conta. Sem esses dois, é uma percentagem bonita sem conteúdo — e não aguenta a primeira pergunta de alguém que queira mesmo saber.
// o que decide o número
Quatro decisões que mudam o downtime medido.
Nenhuma delas é sobre o site. Todas são sobre quem está a medir — e é por isso que dois relatórios do mesmo mês podem não bater certo.
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O intervalo entre verificações
Cinco minutos, um minuto, trinta segundos. Define a precisão e define o atraso do aviso. É a definição com mais efeito no número final e a que menos aparece nos relatórios.
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Quantas falhas seguidas contam como incidente
Confirmar a falha com um segundo pedido evita contar soluços da rede como incidentes. Custa alguns segundos de atraso no aviso e evita a maior parte dos falsos positivos — que é uma troca que vale sempre a pena.
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O que se considera uma resposta boa
Só o código 200, ou também os redireccionamentos? Um site que responde 200 com uma página de erro dentro conta como de pé? A regra existe sempre, mesmo quando ninguém a escreveu.
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De onde se verifica
Um problema de rota entre um datacenter e o teu servidor aparece como downtime a quem verifica de lá e não aparece a mais ninguém. Um ponto de verificação só é mais simples de explicar e menos completo — e quem verifica de um ponto só devia dizer qual é.
// o que isto não é
E o que o termo não cobre.
Metade de uma definição útil é a fronteira. Estes quatro casos ficam de fora, e é onde as conversas costumam descarrilar.
- Downtime não é lentidão. Um site que demora oito segundos a responder está tecnicamente de pé e, para quem o visita, está praticamente em baixo. Nenhum número de disponibilidade apanha isso.
- Downtime medido de fora não vê o que está avariado por dentro. Um site que responde 200 com o checkout partido conta como cem por cento de disponibilidade — e está errado na prática.
- Uma percentagem não diz quando aconteceu. 43 minutos seguidos num sábado à noite e 43 minutos espalhados por uma terça de manhã dão o mesmo número e não são a mesma coisa.
- Downtime não explica a causa. Diz que houve falha e quanto tempo durou. O porquê está nos logs do servidor, e nenhuma ferramenta de verificação externa lhes chega.
// perguntas
O que nos perguntam sobre isto.
Quanto downtime é normal num site pequeno?
Não há um valor normal, há o que o teu alojamento consegue entregar. Um alojamento partilhado decente anda acima dos 99,9%, o que dá cerca de 43 minutos de falha por mês. O que interessa menos é o número e mais a distribuição: uma falha de 43 minutos numa segunda de manhã é pior para um negócio do que quatro de dez minutos de madrugada.
Como é que se calcula a percentagem de uptime a partir do downtime?
Uptime é o tempo total do período menos o downtime, a dividir pelo tempo total. Num mês de 30 dias são 43 200 minutos; 43 minutos de falha dão 99,90%. A conta é trivial — a parte difícil é ter o registo dos 43 minutos.
Vale a pena medir downtime num site que quase não tem visitas?
Vale se alguém te vai perguntar por ele. Num site sem visitas, o custo do downtime é quase nulo enquanto ninguém repara — e é exactamente por isso que ele costuma durar dias. Se há uma avença por trás, a pergunta chega mais cedo ou mais tarde.
// termos vizinhos
As palavras que aparecem sempre ao lado desta.
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Uptime
Uptime é a percentagem de tempo, num período definido, em que um site ou serviço respondeu como devia — o inverso exacto do downtime.
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SLA
Um SLA de disponibilidade — em português, acordo de nível de serviço — é o compromisso contratual sobre a percentagem de tempo em que um serviço estará disponível num dado período, com as consequências definidas para o caso de não ser cumprido.
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Uptime monitoring
Uptime monitoring é a prática de verificar automaticamente, a intervalos regulares e a partir de fora, se um site ou serviço responde como devia — e de avisar alguém quando deixa de responder.
Da definição para o número.
Medir downtime a sério exige duas coisas que as ferramentas gratuitas cortam primeiro: um intervalo curto e um histórico que dure. A De Olho vai verificar ao minuto e guardar desde o primeiro dia, sem apagar aos três meses — porque é precisamente o registo antigo que serve quando alguém pergunta por Março. Abre em 2026.
Entretanto, o "Está em baixo, ou és só tu?" faz a verificação uma vez, sem conta e sem custo. É a mesma verificação — o que falta é ela repetir-se sozinha.