// status page
Status page: a página que responde por ti durante um incidente.
Não serve para mostrar que está tudo bem. Serve para os vinte minutos em que não está — e para deixar de responder à mesma pergunta a sete pessoas ao mesmo tempo.
// status page Uma status page é uma página pública, alojada fora da infraestrutura que descreve, que mostra o estado actual de um serviço, os incidentes em curso e o histórico dos anteriores.
A função de uma status page não é técnica, é de comunicação. Durante um incidente, quem depende do serviço quer saber três coisas: se o problema é conhecido, se alguém está a tratar dele, e quando espera estar resolvido. Sem uma página que responda a isso, essas três perguntas chegam uma a uma, por mensagens, à mesma pessoa que está a tentar resolver o problema.
Há um detalhe de arquitectura que decide se a coisa serve para alguma coisa: a status page tem de estar alojada fora da infraestrutura que descreve. Uma página de estado no mesmo servidor que o serviço fica em baixo exactamente quando é precisa — e isso não é uma hipótese teórica, é o caso mais comum de todos.
A segunda decisão é o que se publica. Uma página que diz sempre "todos os sistemas operacionais" e que nunca registou um incidente não é credível, e a falta de credibilidade custa mais do que a admissão. As status pages que funcionam publicam os incidentes, com a hora, o que aconteceu e o que foi feito — incluindo quando a causa foi um erro de quem a mantém.
Para quem gere sites de clientes, a pergunta é se compensa. Uma agência com uma carteira grande e clientes que se falam entre si ganha muito com uma página só. Um freelancer com cinco clientes que nunca se cruzam ganha pouco — e passa a ter mais uma página para actualizar durante o pior momento do mês.
// o que tem de ter
Quatro coisas, e a primeira não é negociável.
Uma status page sem a primeira é decorativa. Sem as outras três, é uma página que ninguém volta a abrir.
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Alojamento independente
Fora do servidor, do datacenter e, idealmente, do fornecedor que descreve. Se cair com o que devia estar a explicar, falha exactamente no único momento em que existia para alguma coisa.
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Estado actual, sem ambiguidade
Operacional, degradado ou em baixo — e a hora da última actualização à vista. Um estado sem data não se distingue de uma página esquecida.
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Histórico de incidentes
O que aconteceu, quando começou, quando ficou resolvido. É o que dá credibilidade ao estado actual: uma página que nunca teve incidentes nenhuns não convence ninguém que trabalhe com computadores.
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Actualizações durante o incidente
De trinta em trinta minutos, mesmo quando não há novidade. "Continuamos a trabalhar nisto, próxima actualização às 15h" é informação — silêncio não é.
// o que isto não é
E o que o termo não cobre.
Metade de uma definição útil é a fronteira. Estes quatro casos ficam de fora, e é onde as conversas costumam descarrilar.
- Uma status page não substitui avisar o cliente. É onde ele confirma; o primeiro contacto continua a ter de partir de ti, sobretudo em contas onde há uma pessoa concreta à espera.
- Não é monitorização. A página mostra o estado; alguém ou alguma coisa tem de o determinar primeiro, e uma página actualizada à mão está sempre atrasada em relação ao problema.
- Não serve para sites que ninguém consulta. Uma página pública que nunca é aberta é trabalho de manutenção sem contrapartida.
- Automatizar o estado a partir da monitorização é conveniente e traz um risco: um falso positivo passa a ser público, à frente dos teus clientes, sem ninguém ter confirmado nada.
// perguntas
O que nos perguntam sobre isto.
Uma agência pequena precisa de status page?
Provavelmente não, e vale a pena dizê-lo. Com poucos clientes que não se conhecem entre si, uma mensagem directa comunica melhor e não deixa nada público. A página compensa quando o número de perguntas simultâneas durante um incidente se torna, por si só, um problema.
A status page deve ser automática ou actualizada à mão?
O estado, automático — é o que garante que não fica desactualizado no pior momento. As mensagens de incidente, à mão: explicar o que se passa em linguagem que um cliente entenda é precisamente a parte que nenhuma automatização faz bem.
A De Olho vai ter páginas de estado?
Não no lançamento, e é honesto dizer que é a peça em que várias ferramentas concorrentes estão à frente do que planeámos. Está descrita nas funcionalidades, marcada como "Em breve", e continuará marcada assim enquanto não existir.
// termos vizinhos
As palavras que aparecem sempre ao lado desta.
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Uptime monitoring
Uptime monitoring é a prática de verificar automaticamente, a intervalos regulares e a partir de fora, se um site ou serviço responde como devia — e de avisar alguém quando deixa de responder.
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SLA
Um SLA de disponibilidade — em português, acordo de nível de serviço — é o compromisso contratual sobre a percentagem de tempo em que um serviço estará disponível num dado período, com as consequências definidas para o caso de não ser cumprido.
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Downtime
Downtime é o período em que um site ou serviço não respondeu como devia, medido do primeiro pedido falhado ao primeiro pedido bem sucedido a seguir.
Da definição para o número.
Uma status page mostra um estado que alguém tem de determinar primeiro. Essa parte — verificar, confirmar antes de gritar, registar o incidente com hora de início e de fim — é o que a De Olho vai fazer a cada minuto a partir de um servidor em Portugal. A página pública fica para depois do lançamento, e está marcada como tal em vez de aparecer numa lista como se já existisse.
Entretanto, o "Está em baixo, ou és só tu?" faz a verificação uma vez, sem conta e sem custo. É a mesma verificação — o que falta é ela repetir-se sozinha.