// sobre

Um projecto de monitorização de sites, feito em Portugal.

A De Olho é monitorização de sites para quem gere sites que não são seus — um projecto português de monitorização, escrito e alojado cá. Está a ser construída e ainda não abriu, e esta página não vai fingir o contrário: o que está aqui é o que já funciona hoje, o que falta, e os princípios que já se conseguem verificar no que existe.

// o problema

O cliente descobre sempre primeiro.

Quem gere sites de clientes conhece o telefonema. Não é a falha em si que custa — é chegar a ela depois do cliente, sem saber há quanto tempo dura nem o que dizer.

Há ferramentas de monitorização de sites que resolvem isto há anos. Mas ou são gratuitas e verificam de cinco em cinco minutos, ou são profissionais e cobram por canal de alerta, por utilizador e por cada mês de histórico que queiras manter. No meio, para quem tem quinze sites de clientes e não uma equipa de infraestrutura, não há grande coisa.

É esse meio que a De Olho quer ocupar: verificação ao minuto, alertas onde já estás e um histórico que não desaparece. E é um problema português também — quase todas estas ferramentas verificam a partir dos Estados Unidos ou do centro da Europa, que não é a rota que os teus visitantes fazem.

// princípios

Quatro decisões já tomadas.

Não são valores de parede — cada uma delas já está a condicionar o que estamos a construir.

  • Um alerta tem de significar alguma coisa

    Um sistema que grita por tudo deixa de ser lido, e nessa altura é pior do que não ter nada. Confirmamos a falha a partir de um segundo pedido antes de te avisar. Preferimos avisar trinta segundos mais tarde do que avisar mal.

  • O histórico é teu

    Guardar 30 dias e apagar o resto é a norma da indústria e nunca percebemos porquê — os dados são pequenos e é precisamente o registo antigo que te serve quando um cliente pergunta o que aconteceu em Março.

  • Não guardamos o que não precisamos

    A lista de espera guarda o email, a origem do registo e um hash do IP. O IP em claro nunca chega a ser escrito. Está descrito ao pormenor na página de privacidade, e é o mesmo critério que vai valer para o produto.

  • Feito para quem responde por sites de outros

    Freelancers e agências que gerem sites de clientes. É um problema diferente de monitorizar a tua própria infraestrutura: precisas de mostrar o que aconteceu a alguém que não é técnico e que está chateado.

// o que falta

E o que ainda não existe.

O produto de monitorização contínua está em construção, com lançamento previsto para 2026. Não damos data exacta porque não a temos, e uma data falhada custa mais confiança do que a ausência dela.

A peça que falta é o motor que verifica sem ninguém carregar num botão, guarda cada resultado e detecta a mudança de estado. Depois dela vêm as contas, o painel com vários sites e os alertas em todos os canais. Cada uma das páginas de features diz se a coisa está a funcionar, se vem no lançamento ou se fica para depois — e diz também o que essa feature não vai fazer.

A ferramenta gratuita Está em baixo, ou és só tu? vai continuar gratuita quando o resto abrir. É útil por si só e não é um isco com prazo.

// como trabalhamos

Pequena, e assumidamente.

A De Olho é feita por pouca gente, o que é ao mesmo tempo uma vantagem e uma limitação — e as duas dizem-se. A vantagem é que um caso concreto ainda muda o produto nesta fase: não há comité, não há trimestre de planeamento, e quem escreve para o contacto é lido por quem constrói.

A limitação é que o âmbito tem de ser estreito. Não vamos ser uma plataforma de observabilidade, não vamos ter aplicação para telemóvel e não vamos verificar transacções com vários passos. A lista completa do que não vamos fazer está publicada, porque poupa tempo a quem precisa de outra coisa.

Se quiseres acompanhar, a lista de espera recebe um email quando abrirmos — e nada mais. Se quiseres falar antes disso, escreve-nos: nesta fase, o que os primeiros utilizadores disserem ainda muda o produto.